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Projeto acompanha desenvolvimento socioemocional de jovens

Desenvolvida pelo Instituto Ayrton Senna, proposta já está presente na formação de 340 mil alunos do Ensino Médio

Com o objetivo de superar o modelo aplicado por tantos anos nas escolas, onde a aprendizagem está ligada ao simples acúmulo de conhecimentos, o Instituto Ayrton Senna atua, há 25 anos, na promoção do conceito de educação integral.

“Uma aprendizagem que responda aos desafios do mundo que estamos vivendo precisa ir além da teoria e passa a envolver competências cognitivas, socioemocionais, híbridas, culturais, entre outras, preparando-os para fazer escolhas com base em seu projeto de vida”, explica a especialista em Educação Integral da organização, Juliana Candian.

Na prática e em andamento, o instituto apresenta o case projeto Diálogos Socioemocionais, uma metodologia de desenvolvimento e acompanhamento dessas competências. Ele acontece no ambiente escolar, ao longo do período letivo, com uma perspectiva de avaliação formativa. “Busca acompanhar o percurso do estudante, e não um resultado específico, garantindo ao educador subsídios para intervir até que o aluno alcance um objetivo acordado”, esclarece.

O projeto estimula o diálogo frequente entre professor e estudante, se tornando, portanto, um processo formativo e de autoconhecimento para as duas partes.

No momento, a meta é a implementação da proposta em mais de 1 mil escolas s, com cerca de 400 mil estudantes, por meio da formação de mais de 7 mil educadores nas seguintes redes públicas de ensino: Mato Grosso do Sul, Ceará, Fortaleza (CE), Sobral (CE) e Teresina (PI).

 

Como funciona

 

O projeto atua em quatro grandes frentes. A primeira é a formação de gestores e professores para entendimento, customização e aplicação na escola.

Em seguida, está o oferecimento de instrumentos e metodologias para o desenvolvimento das competências educacionais junto ao estudantes, com o objetivo de alcançar objetivos individuais. Além disso, o instituto também oferece meios para que seja possível o acompanhamento da política educacional de cada Secretaria de Educação.

Por fim, estabelece uma comunidade de práticas, ambiente onde os docentes compartilham e comentam as atividades criadas, para troca de experiências e crescimento.

“Os resultados que temos observado reforçam que essa proposta colabora para o desenvolvimento pleno do estudante, por meio do autoconhecimento, da reflexão e da busca por desenvolver-se de forma integral”, pontua Candian.

O trabalho com o projeto se integra à proposta curricular como possibilidade para formar e potencializar a ação de estudantes protagonistas, para que se sintam corresponsáveis pela sua educação e empoderados na construção dos rumos de suas vidas.

“Permite que haja, na instituição, oportunidades para que esses estudantes aprendam a projetar interesses e sonhos, desenvolvendo uma atitude mais estratégica em relação à vida, para que possam cuidar de suas escolhas para o presente e para o futuro, na escola e fora dela”, conclui.