família em foco

Protocolo reúne práticas para recepção e orientação dos docentes

Um estudo apresentado em agosto, conduzido pelo Instituto Península, mostrou um cenário preocupante sobre os hábitos e sent imento s de profes sores brasileiros dos mais diversos perfis, diante da pandemia.

Dentre os índices apresentados, ao responder à pergunta “Como você tem se sentido a maior parte do tempo?”, 64% dos ouvidos declararam vivenciar ansiedade e 53% estavam sobrecarregados.

Considerando o momento em que foram questionados, foram constatadas preocupações com a saúde mental e física dos seus alunos e, é claro, também a de seus familiares.

E como os gestores devem receber esses profissionais, que compõem um eixo fundamental no retorno às atividades presenciais?

“Nossa crença é que a comunicação da escola com professor, seja desenvolvida por uma questão de transparência e frequência”, explica a gerente de Projetos do Instituto Península, Lia Glaz.

 

Rede de suporte

 

Diante de toda a pressão e as mudanças drásticas nos processos, há uma expectativa de que as instituições se relacionem de maneira humanizada com o docente, para que ele possa ser um multiplicador das rotinas e protocolos necessários nesse novo momento.

“É preciso que exista um canal aberto para que os professores falem o que eles estão sentindo; e que seja uma rede local de suporte, onde possam ajudar uns aos outros”, complementa.

Nas novas situações e competências que o chamado “novo normal” já exige, como, por exemplo, o cumprimento de todas as normas sanitárias, a forma de comunicar com cada uma das partes será fundamental para o bom andamento das rotinas. “É preciso pensar nesse processo para que as informações existam e sejam, de fato, percebidas como confiáveis, que lhes dê essa segurança”, pontua.

Uma preocupação que, segundo Glaz, deve envolver toda a comunidade escolar, inclusive as famílias. “Eles precisam estar engajados nesse ciclo, para que eles possam fazer parte da ação”, diz.

 

Orientações de acolhimento para professores

 

O título acima refere-se ao documento produzido pelo Instituto Península, que tem por objetivo trazer orientações às instituições e, nas palavras do próprio material, fazer um convite à reflexão sobre como acolher essas equipes.

De forma prática e direta, o material sugere a condução dos trabalhos de orientação por meio de um questionário e rodas de acolhimento. Dentre as propostas, estão, por exemplo, aumento das rodas de conversa, criação e formalização de rituais, potencializar as reuniões da Associação de Pais e Mestres e Conselho Escolar etc.

Além disso, é claro, a flexibilização do tempo para que essas atitudes sejam efetivamente colocadas em prática. O conteúdo do material está disponível neste link https://bit.ly/3pfNVaC.

 

Alguns insights da pesquisa com professores durante a pandemia

 

  • No início da pandemia, 83% dos professores se declararam não preparados para dar aulas à distância. Em agosto, 94% dos professores reconhecem a importância da tecnologia para a aprendizagem.
  • Entre abril e maio, 74% dos professores gostariam treinamento para o ensino à distância. Em agosto, apenas 49% indicaram que a falta de formação é um desafio para o ensino remoto.
  • O WhatsApp foi declarado como sendo a principal ferramenta de contato entre alunos e professores.

Fonte: Instituto Península. Material completo em https://bit.ly/35bKCcC.