família em foco

Apoio para atravessar esse momento com eficiência

As soluções oferecidas e as lições colhidas em um ano difícil para o ecossistema escolar; e um olhar para o futuro dos projetos de educação em 2021

No âmbito educacional, o ano de 2020 será lembrado como aquele em que, literalmente, as paredes da escola foram “derrubadas”, para que as aulas deixassem seu modelo tradicional e ganhassem o mundo – e, também, os lares.

Um período em que gestores, professores, alunos e familiares tiveram de conviver com a dúvida, o medo, a insegurança e, com o passar dos dias, a adaptação e aprendizagem dos caminhos necessários para que as atividades prosseguissem.

Foram tempos repletos de questões como: o que, como e por onde ensinar? Pontos responsáveis por um fenômeno nacional, que fez com que escolas e professores recalculassem suas rotas e rotinas.

“Esse movimento reflexivo nos fez pensar e evoluir dez anos em dez meses”, comenta a diretora adjunta de Produtos e Serviços na FTD Educação, Luciana Teixeira, que acredita que, após todos os desafios apresentados – e que ainda estão em andamento –, não é possível mais pensar em um processo de ensino que não utilize ferramentas digitais ou, então, que não conte com a participação ativa dos alunos.

Em meio ao turbilhão de mudanças e necessidades que partiam dos mais diversos segmentos estudantis, o que se viu foi um esforço multissetorial da FTD Educação, com equipes integradas no desenvolvimento de soluções estratégicas. Caminhos que orientaram, não apenas, seus parceiros, mas que foram abertos para toda comunidade escolar brasileira.

 

Tecnologia, metodologia e estratégia

 

Dentre as iniciativas relevantes nesse contexto, Teixeira cita o ambiente digital Iônica. “É uma plataforma que entrega conteúdos e atividades de qualidade, espaço para que professores criem seus cursos e ministrem suas aulas virtuais, no modelo síncrono ou assíncrono, além das possibilidades de contato e interação”, explica.

Os efeitos externos gerados pela pandemia geraram, de imediato, algumas necessidades mais urgentes para a continuidade das atividades. Automaticamente, os trabalhos de estudos e desenvolvimentos da plataforma foram intensificados, para que novas funcionalidades e materiais relevantes fossem disponibilizados o quanto antes aos parceiros.

O ambiente faz parte de um processo muito forte de transformação digital que vem sendo desenvolvido na FTD Educação nos últimos dois anos – e que viu em 2020 uma aceleração decisiva nos processos e resultados.

Dentre os números mensais que a plataforma já proporciona em sua atividade, estão seus mais de um milhão de acessos e mais de dois milhões de tarefas produzidas. Tema bastante procurado nos últimos tempos, as questões interativas alinhadas à BNCC já totalizam mais de 32 mil itens.

“O objetivo é que o aluno tenha um aprendizado efetivo; e que as famílias tenham esse conforto, que é a existência de um espaço que possibilite a aprendizagem contínua e que eles, também, possam acompanhar tudo isso”, comenta a gerente de Marketing, Gisele Cruz.

Outra ferramenta de destaque durante os momentos de crise foi a Consultoria On-LineEducacional, que oferece cursos de formação continuada para professores e gestores e, dentre as inúmeras opções, também há treinamentos sobre as metodologias ativas e uso das tecnologias educacionais.

A plataforma gratuita tem o objetivo a orientação e apoio desses públicos nas suas práticas pedagógicas. Os cursos estão disponíveis para a atualização profissional desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com propostas para sistemas de ensino, Literatura, idiomas, entre outras.

 

Espaço democrático

 

Em um trabalho feito em toque de urgência, que envolveu equipes dos mais diversos segmentos do grupo educacional, em menos de 48 horas foi colocado no ar o Conteúdo Aberto. “É um espaço democrático, que conta com um grande acervo de conteúdos da FTD e de parceiros, já pré-selecionados e com curadoria pedagógica, editorial e técnica”, explica Teixeira. O objetivo é oferecer recursos gratuitos que apoiem os professores no planejamento de aulas dinâmicas e criativas.

Com a proposta do Conteúdo Aberto, o que se viu foi a necessidade de expandir o apoio para a comunidade escolar, além do universo de relacionamento com o grupo. Uma solução que fosse de livre acesso a todos gestores, docentes, estudantes e familiares.

Em 90 dias, a plataforma registrou 500 mil acessos de usuários únicos. A ação, que tem acompanhamento em tempo real com coleta de dados e ferramentas de marketing digital, registrou outro insight importante: 35% das pessoas que acessaram eram familiares de alunos.

“Nós tivemos essa percepção e, imediatamente, conseguimos dar uma resposta, oferecendo naquele espaço aquilo que as famílias estavam procurando”, relata Cruz, reforçando o papel da curadoria nesse processo. “Um diferencial muito forte é a credibilidade que esses conteúdos carregam, para que as famílias reconheçam que é algo confiável, que está adequado à faixa etária do estudante, e confiem no material”, diz.

Durante o período do isolamento social, foram firmadas parcerias com 15 edtechs que disponibilizam suas propostas inovadoras no Conteúdo Aberto. Uma delas, a Estuda.com, foi incorporada pela FTD Educação.

 

Novos hábitos tecnológicos

 

Ao analisar as exigências desse novo momento da educação, o uso de recursos digitais e a participação de estudantes, a diretora adjunta traz para essa nova realidade as características que serão mais presentes.

“Esses dois pontos, apenas para começarmos a discutir o tema, nos levam ao ensino híbrido e às metodologias ativas de aprendizagem”, explica Teixeira, reforçando que, apesar de ser um tópico bastante conhecido do segmento educacional, recebeu um contexto diferenciado em 2020. “As propostas já eram estudadas e divulgadas, mas ainda estavam ganhando timidamente os espaços das salas de aula”, cita.

A realidade desenvolvida nos meses mais intensos da pandemia incorporou, por necessidade, na rotina dos docentes, algumas práticas digitais que, até então, não estavam amplamente difundidas entre a maior parte desses profissionais.

Foram hábitos que propuseram uma mudança não apenas técnica, mas comportamental nesse grupo, que passou a se questionar sobre as possibilidades que esses recursos agregam à produtividade.

Como exemplo desse tipo de interação tecnológica estão as videochamadas. Para muitos docentes, os encontros virtuais durante a pandemia foram suas primeiras experiências nesse ambiente. Uma ferramenta que, desde então, já não se configura como algo de difícil utilização e que, certamente, pode passar a fazer parte do seu planejamento.

O mesmo pode ser aplicado a outros pontos, como é o caso dos ambientes virtuais de armazenamento de conteúdos e arquivos. Espaços compartilhados e editáveis, onde todo o material pode ser acessado e disponibilizado com facilidade.

Esses são apenas alguns dos recursos que passaram a fazer parte do cotidiano das aulas durante o isolamento social. Muitos deles, inclusive, não dependem da pandemia para serem utilizados de forma eficiente para otimizar o aprendizado.

 

Ensino híbrido

 

Nesse sentido, a proposta de um processo de ensino que mescle as atividades presenciais e digitais mostra-se como um caminho sem volta.

Dentre os pontos que são levados em consideração, estão, é claro, a segurança, já que trata-se de uma grande crise na saúde, mas, também, essa aproximação que já foi possível entre docentes, estudantes e familiares com esses ambientes virtuais.

As instituições terão a necessidade de implementar esses modelos, adequando esses caminhos para que eles atendam à sua necessidade e realidade.

As plataformas de conteúdo da FTD Educação têm o objetivo de oferecer materiais e ideias para que esse modelo de aprendizagem seja aplicado, com eficiência, nos mais diferentes perfis educacionais.

Dentro dessa proposta, o grupo tem atuado em proximidade da inovação, em parcerias com as startups de educação e programas de aceleração.

Durante o período do isolamento social, foram firmadas parcerias com 15 edtechs que disponibilizam suas propostas inovadoras no Conteúdo Aberto. Uma delas, a Estuda.com, foi incorporada pela FTD Educação.

Presente já em 400 instituições de ensino espalhadas pelo país, a startup faz uso de Inteligência Artificial para construir um plano de estudo customizado, que se comporta de forma diferente e assertiva, dependendo dos hábitos de cada estudante.

Por meio de um rico acervo, com as provas dos principais vestibulares e exames nacionais, alunos podem consultar para estudos ou, então, os professores podem programar avaliações sob medida explorando o universo de mais de 122 mil questões disponíveis.

“Essa rede de colaboração já era importante, mas foi acelerada durante a pandemia”, explica Cruz, referindo-se ao processo de busca e validação de parcerias. “Equipes inteiras dedicadas a produzir análises e procurar novas marcas, para ampliar o escopo de nossa entrega”, afirma.

 

Um novo professor

 

Dentre as características necessárias para atender às demandas dessa realidade da educação, estão questões como as novas habilidades e competências para o professor. “Conhecedor de tecnologias, mediador, curador de conteúdos, facilitador, comunicador, agregador”, enumera Teixeira. “E sabemos que temos um caminho formativo a percorrer aqui e que, todos nós educadores, precisamos nos reinventar a cada dia”, complementa.

Mas também se faz necessário um olhar para o estudante, reflete. “Também precisamos formar um novo aluno que, apesar de já ser usuário de tecnologia, utiliza apenas para o lazer e agora precisa compreender a capacidade formativa que essas ferramentas oferecem”, afirma.

Essa mudança, acredita, receberá o reforço do uso das metodologias ativas, cujo uso pressupõe um escolar autônomo, protagonista, criativo e colaborativo.

 

Compartilhamento e colaboração

 

Para Teixeira, essas são as palavras-chaves no novo contexto de disponibilização de conteúdos. “Somadas a uma curadoria séria e responsável, que garanta qualidade e rigor conceitual, serão uma boa fórmula para ampliar as propostas pedagógicas e dinamizar as aulas”, afirma.

A diretora ressalta a importância do oferecimento de ambientes híbridos, que mesclem a oferta do ensino presencial como aulas a distância, como um exemplo de caminho eficiente para esse momento de transformação.

Na opinião da gerente Gisele Cruz, esforços não foram medidos para que as instituições e todo o seu ecossistema pudessem atravessar esse momento tão delicado. Com o retorno gradual para o novo normal, acredita, o espaço conquistado pela tecnologia, as novas metodologias e a busca pela qualidade devem continuar. “A educação não vai mais recuar – e a exigência pela eficiência vai ser cada vez maior”, diz.

 

Conheça as soluções apresentadas

 

Iônica
souionica.com.br

 

Conteúdo Aberto
conteudoaberto.ftd.com.br

 

Consultoria On-line
consultoriaonline.ftd.com.br